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Rev. Paul. Pediatr. · 2014

Prevalência de excesso de peso em escolares de Campinas (SP)

Título original
Prevalence of weight excess according to age group in students from Campinas, SP, Brazil
Autores
Castilho SD, Nucci LB, Hansen LO, Assuino SR
Revista
Revista Paulista de Pediatria, 2014;32(2):200-6
Financiamento
FAPIC / PUC-Campinas — iniciação científica

Estudo transversal de base escolar que mapeou a prevalência de excesso de peso (sobrepeso e obesidade) entre 3.130 estudantes de Campinas. Os achados mostram um pico preocupante em crianças entre 7 e 10 anos, desproporcionalmente maior do que em adolescentes mais velhos — um sinal de que a janela de prevenção começa mais cedo do que costuma ser priorizado.

Contexto

A epidemia de obesidade infantil brasileira é bem documentada em nível agregado, mas estudos locais com amostras grandes e estratificação etária fina ainda eram escassos na época. O trabalho se propôs a caracterizar a distribuição do excesso de peso por faixa etária, gênero e tipo de escola (pública vs privada) numa cidade de porte médio representativa do Sudeste brasileiro.

Método

Estudo transversal com 3.130 estudantes de 7 a 18 anos, coletados entre 2010 e 2012 em escolas públicas e privadas de Campinas. Classificação do estado nutricional pelo Z-score de IMC segundo os critérios da OMS-2007. Regressão logística multinomial para estimar razões de chance por idade, gênero e tipo de escola.

Achados

Implicações

O achado central — concentração do excesso de peso nas faixas mais jovens — reforça que intervenções de saúde escolar em prevenção primária devem começar no ensino fundamental, não apenas no ensino médio como ocorre em muitas campanhas de saúde pública. Para o autor, este foi o primeiro contato com metodologia epidemiológica aplicada (desenho transversal, Z-score, regressão multinomial) — uma base que viria a ser reaproveitada no doutorado em custo-efetividade no SUS, quase uma década depois.